Porque os carros de ontem são os sonhos de hoje...

Quarta-feira, Maio 16, 2007



Análise do salão «MotorClássico» FIL 2007segundo Filipe Matias
Mais do mesmo...

Ainda não consegui perceber se o "boom" que os carros clássicos estão a ter em Portugal se deve ao gosto puro e duro por máquinas antigas ou por um fervoroso desejo de mostrar «snobismo» que os Audi`s, Mercedes e outros topos de gama actuais que por aí andam nas estradas já não conseguem imprimir. Infelizmente, acredito que é a segunda opção. Creio que a maioria dos portugueses, sempre insatisfeitos com a vida que levam, e na sua imensa e quase constante tarefa de mostrar «status», começam a perceber que o facto de toda a gente ter um "Merc" CLS banaliza o seu uso. Então que melhor coisa para refrescar o nosso status do que irmos tomar um café aos domingos num carro antigo em que toda a gente olha?
Para mim, essa ideia enjoa-me de tal forma que começo a temer pela sociedade em que vivo. A minha réstea de esperança é que, dos quase 38 mil espectadores que visitaram o salão entre 27 e 29 de Abril, a maioria seja, de facto, uma aficionada pelos clássicos. Pelo seu trabalhar, pela sua mecânica, pelo seu estilo, a sua raça, a sua identidade. Enfim, tudo aquilo que um verdadeiro apaixonado gosta de ver em carros antigos.

É aqui que entra o «MotorClássico». Mais um ano na FIL, com um bilhete de entrada cada vez mais caro, mais elitista. Afinal, parece que é importante "separar o trigo do joio". Imagino os responsáveis pela organização a pensar «ummm, aumentem os preços para não entrarem saloios. Isto é um stand de vendas, não uma exposição educativa». Sim, porque de educacional não teve nada (outra vez).
Não posso ficar calado quanto a isto. O preço do bilhete (8 euros) é exageradamente caro. Devo dizer que, a pagar, eu nunca teria entrado no salão. Simplesmente porque a qualidade é pouca. Apenas é usado 1 pavilhão, os modelos e os stands são quase sempre os mesmos, salvo pequenos «dummies» cujo único intuito é angariar visitantes (como os "carros de Salazar" e o carro de exteriores da RTP). É óbvio que, neste tipo de salões, a organização ainda está a anos-luz do que se faz no resto da Europa. Devemos ser um dos piores países a organizar salões deste tipo. Exclui-se, naturalmente, o caso da Exponor, que consegue diversificar e trazer alguma novidade. É pena que a organização seja espanhola. Mas neste caso, não há hipótese de dar os parabéns ao Museu do Caramulo, porque o salão foi, novamente, fraco. Se não fossem as bancas espanholas de peças (espanhóis, outra vez?), o meu balanço tinha sido bem pior.
Claro, o resultado também está à vista: muitos clubes importantes do panorama clássico nacional ficaram de fora. Lojas da especialidade não apareceram, e muitos dos modelos que por lá andaram já nós temos visto todos os anos. A organização afirma que recebeu 38 mil visitantes. Com recurso a uma calculadora, fiz as contas: 38 000 visitantes x 8 euros de bilhete = 304 000 euros! Naturalmente que mover uma máquina organizativa destas tem custos, mas parece-me que compensou, caso contrário a organização não viria à imprensa, toda radiante, comunicar que "2008 está garantido". Ainda bem. É preciso não deixar morrer os clássicos. Mas há que fazer as coisas como deve ser. Se não forem vaidosos, podem perguntar a quem sabe, organizadores internacionais, por exemplo. Ao menos vejam os exemplos, e arranjem formas de dignificar e valorizar o salão.

Lamentavelmente, não consegui encontrar algo de muito bom para dizer do salão. Uma das maiores surpresas (para mim) até veio de um particular: um Lancia Augusta azul que estava para venda... A meu ver, o «Motorclássico» continua a ser um salão voltado para a camada de pessoas que gosta de ver os carros, mas que verdadeiramente não partilha da paixão.

Também vi (juntamente com o colega Rúben) muita paixão neste salão. Para além de alguns clubes nossos conhecidos (o mais reservado e altamente elitista "AVAC" até à "Confraria Amigos 4L"), também demos com estreantes nestas andanças dos salões, como o Matra Club. O efusivo dono de um Murena (e impulsionador do clube) foi, talvez, a pessoa mais apaixonada por um determinado carro que nós vimos. Isto é o espírito clássico! Um simples abrir de boca debita anos de produção do modelo, motorizações, extras do carro, prestações, consumos e até a história do design... Um exemplo raro que apareceu num evento banal.
E tem mais: No meio de todos estes clássicos, ainda se viram muitos modelos novos e "pré-clássicos" misturados com os outros... Ah! E num pavilhão ao lado estava uma exposição de modelos em segunda mão com entrada gratuita...

Caríssimos do "O Clássico", volto a apelar, se gostam de ver o espírito dos carros antigos, vão às concentrações que acontecem por esse país fora. É a melhor forma de voltar a entrar em contacto com esses velhos e bons tempos, onde a Super custava 65 escudos o litro, ou como me contou o Rúben certa vez, "meio super, meio tratol e duas bolas de naftalina"...

Filipe Matias
Jornalista
filipematias.jornalista@gmail.com
|| Ruben Almeida, 8:40 AM || link

Sexta-feira, Abril 06, 2007





Nascido a 4 de Julho


O Fiat 500 é, sem dúvida, um marco da história da indústria automóvel. Dado a conhecer, ao mundo, na cidade natal da marcar italiana (Turim), a 4 de Julho de 1957, o pequeno Fiat continuou a ser construído até 1975, altura em que atingia 18 anos e alcançava a extraordinária fasquia de 4 milhões de unidades fabricadas.
Meio século depois, a Fiat faz regressar um ícone e tal como o fez da primeira vez, voltará a desvendar, também a 4 de Julho e em Turim, o novo Fiat 500. Tal como o original, o novo Fiat 500, vai ser um pequeno automóvel de três portas delimitado por linhas simples mas elegantes e por uma frente com 3 grupos ópticos distintos. Ao contrário do original, o tejadilho surge em vidro escurecido em detrimento da capota de lona.
O interior do novo Fiat 500, segue o legado retro dos seus antecedentes combinado com um progresso tecnológico: GPS, Bluetooth, e ligação para computadores portáteis, resultado dos acordos entre a Fiat e a Microsoft.
Em termos de mecânica, o novo Fiat 500 irá apresentar três motorizações: duas a gasolina (1.2, 8 válvulas de 69 cv e 1.4, 16 válvulas de 100cv) e uma diesel (1.3 Multijet com turbocompressor de 75cv), equipados com caixas manuais de cinco velocidades, excepto a versão 1.4 a gasolina que será equipado com uma caixa de seis velocidades.


Texto : Gonçalo Martins
|| Ruben Almeida, 1:15 PM || link

Sábado, Março 17, 2007


A história do "senhor GM"

Um dos maiores aventureiros da história do automóvel


De antigo "chairman" da General Motors, a criador do "carro ético",
John Zacary DeLorean foi um ambici
oso empresário que criou um carro de culto: o DMC-12, o único carro suficientemente rápido para "regressar ao futuro"...
Lá dizia o poeta: «a história é feita de pequenos nadas». A DMC Motor Company foi um desses nadas, uma firma que, em pouco mais de 9 meses, revolucionou a forma como o automóvel era visto e pensado. Uma premissa assente em três pilares: agilidade, segurança e conforto.
Para se perceber o motivo do sucesso (e fulminante descalabro)
que assolou a DMC, é preciso recuar até ao ano de 1964. Nascido no seio de uma família pobre e depois de vários anos a trabalhar nas linhas de montagem da Ford, DeLorean foi convidado a integrar a equipa de desenvolvimento da Pontiac. Foi nesse ano que projectou e lançou o conceituado Pontiac GTO. A campanha de DeLorean na Pontiac foi recheada de êxitos, e poucos anos depois foi convidado a tornar-se presidente da Chevrolet.
Também nesta última, a carreira de John foi repleta de sucessos, angariando para a GM, só em vendas, mais de 800 milhões de dólares em poucos anos. Porém, algumas decisões impulsivas de John comprome
teram a sua relação com os investidores e administradores da GM, inviabilizando o convite que recebera para se manter na presidência do grupo. DeLorean saiu da empresa, com uma bela maquia em dinheiro no bolso e uma pasta de pele castanha contendo desenhos da Italdesign para "um carro único". O carro, viria a ser o DMC - 12.

O acordar do monstro

Apesar da saída dos quadros da GM, DeLorean mantinha grandes contactos com outras construtoras, chegando mesmo a ser convidado pela Ford para encabeçar um projecto de renovação do celebrizado Mustang. Mas a mente de John estava focada num outro objectivo, muito mais ambicioso: a sua própria marca de automóveis. Para colocar em movimento as rodas do projecto, John reuniu-se com uma série de investidores, montando um império de negócios no valor de 500 milhões de dólares. Em 1973, em plena crise do petróleo, nasceu a DeLorean Motor Company. E para poupar dinheiro, a DMC optou por construir apenas 2 fábricas, uma em Dunmurray (Irlanda) e outra nos Estados Unidos.
Mas a parte mais dificil da es
calada ainda tinha de ser percorrida. John entrou depois em contacto com o seu amigo de longa data, Colin Chapman (na altura presidente da britânica Lotus), a quem foi entregue a tarefa de desenvolver uma estrutura para o primeiro modelo da marca, um desportivo 2+2, ao estilo do Esprit. Enquanto os britânicos trabalhavam na carroçaria, ao italiano Giugiaro (na altura a trabalhar na Italdesign) foi dada a tarefa de desenhar um desportivo ousado, irreverente e futurista. Condição obrigatória? Ter portas ao estilo do Mercedes SL: "asas de gaivota".
Enquanto isso, a fábrica irlandesa ia sendo construída, e num tempo recorde de 9 meses estava a funcionar. Era o centro de desenvolvimento automóvel mais avançado do mundo. Desde primitivas simulações por computador, robôs de produção e sofisticados sistemas de distribuíção, a fábrica da DMC era um "showcase" de tecnologia da época. Porém, para compensar os elevados investimentos, John sabia que tinha de começ
ar a vender rapidamente, por isso ordenou que o desenvolvimento do carro fosse feito o mais rapidamente possível. Tal facto resultou num primeiro protótipo, que se movia com um motor do Citroên BX e tinha um peso exorbitante, para um desportivo. A Lotus removeu várias dezenas de partes pesadas, mas mesmo assim o DMC - 12 continuava a comportar-se como um vagão de um comboio. A única solução era desenvolver um novo motor e... bem, modificar toda a estrutura.

Depressão...

Esta foi uma reviravolta que colocou John DeLorean na cama durante semanas, com uma depressão. Até que um seu engenheiro decidiu usar aço inoxidável. A ideia era economicamente viável e permitia que os DMC vivessem entre 25 a 30 anos sem sofrer erosões. John retomou a esperança e avançou. Depois de mais uma forte injecção de capital na empresa, os primeiros protótipos do DMC - 12 em aço inox estavam na rua. Andavam bem melhor agora, mais leves, mas era visivel a necessidade de um novo bloco. Nasce aqui a PRV, um consórcio criado entre a Peugeot, Renault e Volvo. Finalmente, quase 10 anos depois de fundar a empresa, Jonh DeLorean tinha o seu primeiro carro. Com um desenho misto entre o De Tomaso mangusta e o Fiat Dino, o DMC - 12 vinha com um chassis Lotus em Y e um motor V6 de 2,8 litros. Agora, já se ouvia um "rugido" de desportivo.

... e desilusão

Apesar de todas as "manobras" de engenharia, o DMC - 12 foi um carro que nunca impressionou. As prestações eram modestas, o equipamento abaixo da média e andava tanto como um Mustang V8. Para uma empresa que visava atacar o mercado americano, o DMC - 12 passou quase despercebido. Ainda para mais, a sua carroçaria de aço encareceu bastante o automóvel. Não fazia mais do que 11 segundos dos 0 aos 100 Km/h e alcançava uns modestos 200km/h de velocidade máxima. O DMC - 12 era um carro exclusivo, para gente exclusiva.
Porém, os sonhos de John DeLorean iam mais longe. Sonhava criar uma gama completa de automóveis, pagos com o seu sucessor. Ou seja, ao fim de um determinado volume de vendas de D - 12`s, a marca avançaria para uma berlina, e depois para um coupé. Nada disso se chegou a concretizar, porque o futuro da fábrica preparava-se para dar uma gigante reviralvolta.



As manobras de DeLorean

O homem que estava no topo do mundo sabia que agora era a altura de jogar a última carta, a mais importante de todo o baralho. Seria o "ás" que colocaria o mercado mundial de automóveis em sobressalto. Devido a rumores de que o governo britânico estaria interessado em entrar numa boa fatia do capital da DeLorean Motor Company, John queria lançar a DMC na bolsa, mas para poder fazê-lo necessitava de ter uma produção mínima de 7 400 unidades. Por esse motivo, os standards de qualidade desceram progressivamente. Para além disso, com o "boom" da produção, a DMC perdeu conta de que os carros se estavam, na realidade, a amontoar nos stands e nos parques. Com o mínimo alcançado, DeLorean avançou para a bolsa, mesmo escondendo a dura realidade da fábrica: crise.
O modelo estava a ter dificuldades em vender, a manutenção da fábrica era caríssima, e os investidores ainda estavam muito inseguros em entrar para o projecto. Foi quando, a poucas semanas de fechar negócio com o governo britânico, John foi preso por suspeitas de ligações a um negócio milionário de tráfico de droga, na ordem dos 22 biliões de dólares. Segundo as acusações, a DMC estaria a utilizar os seus carros para introduzir droga nos Estados Unidos. (Reza a lenda de que, em cada modelo DMC - 12, existem vários compartimentos secretos que contêm droga...).
As acusações nunca foram provadas mas a reputação da DMC caiu a pique. Mais tarde, já ilibado, John DeLorean foi novamente acusado de desvio de fundos da empresa. Os investidores retiraram-se e o governo fechou as portas. Foi o fim da DeLorean Motor Company.

DMC - 12

O coração deste modelo é um motor PRV, montado longitudinalmente, atrás. É animado por um 6 cilindros em V com 2 válvulas por cilindro. A modesta cilindrada (2.850 cm3) apresenta uma taxa de compressão de 8,8:1. Os modelos originais apresentavam Injecção de combustível Bosch K-Jetronic, que resultava numa potência máxima de 141 cv. A caixa de velocidades apresentava 5 marchas, manuais, com tracção traseira. Pesava 1 233 kg.

A nova DMC

Recentemente, dois investidores americanos compraram, pela simbólica quantia de 12 dólares, a DMC... Os direitos de autor, as peças e as instalações. Agora, renascida das cinzas, a fábrica volta a produzir o emblemático modelo, apenas por encomenda, tal como ele saía para as lojas em 1980. Nada de confortos modernos. A única alteração aos nossos dias tem a ver com a introdução de injecção multiponto no motor PRV e a opção de adicionar um pack de potência (passando dos 141cv originais para uns expressivos 197cv). O carro custa, na sua versão base, aproximadamente 42 mil dólares.
Para a história fica um modelo celebrizado na trilogia «Regresso ao Futuro», de Robert Zemeckis, um carro inovador e diferente, pensado para um publico futurista e atento. O DMC - 12 é, ainda hoje, um marco incontornável do mundo dos automóveis clássicos. A 19 de Março de 2005, John DeLorean morreu, com 80 anos, vítima de um ataque cardíaco. Fica o sonho do homem mais visionário da industria automóvel do século 20.

Texto: Filipe Matias

(Direitos Reservados/Cópia proibida sem autorização)

|| Ruben Almeida, 1:27 PM || link

Segunda-feira, Março 05, 2007

BMW 507 : o avô do Z8


Já com longa tradição de desportivos, a BMW sempre primou pela inovação. Um dos seus modelos mais carismáticos foi o 328 que obteve grande sucesso de 1936 a 1940 quando parou a sua produção.
Apoiados na experiência que tiveram com este modelo, a marca da alemã decidiu então criar um roadster de grande qualidade e luxo. Assim era apresentado em 1955, no Salão de Frankfurt, o 507, desenhado pelo conde Albrecht Goertz. Com uma elegância deveras interessante , a sua carroçaria era longa e bastante baixa. Porém a sua produção era um pouco cara, fazendo com que o roadster final custasse a volta de 27 000 marcos alemães, o que apenas estava ao alca
nce dos mais privilegiados. Mesmo assim , este modelo conseguia ser mais barato que o seu principal rival da época: o famoso Mercedes-Benz 300 SL. Além de também ter uma utilização mais eficaz no dia-a-dia , a sua habitabilidade era maior e sem dúvida que o simples entrar e sair do carro se tornava bastante simples, comparado com a ginástica que se tinha que fazer com o 300 SL devido ás suas portas bastante exóticas para a época.
Com uma bagageira deveras generosa para um roadster, o 507 tinha também um elaborado e bonito interior. Com toda a instrumentação necessária a um desportivo, não faltavam também os luxos de que a BMW sempre nos habituou ao longo dos anos. A carroçaria era em alumínio e o chassi era tubula
r. A grelha frontal era bipartida e no meio ostentava o emblema da marca. O motor também foi um dos pontos de aposta. O 507 possuía um fantástico V8 com 150 cv de potência o que fazia com que alcançasse os 200 Km\h com alguma facilidade. Havia também outra opção mecânica de fábrica que esticava os motores até 160 cv. Conjugados com uma diferente relação de caixa, este atingia os 220 Km\h. Todavia, numa atitude de prudência em troca de maior fiabilidade., a fábrica optou por mantê-los ligeiramente “amordaçados” à potência de origem.
Com acabamentos à mão, este roadster exprimia tecnologia de ponta num conjunto harmoniosos e tentador para os amantes de desportivos da época. Contudo por ironia do destino, a reacção no público não foi a esperada. Apesar de ser um carro f
abuloso, o seu elevado custo não fez com que a produção excedesse as 254 unidades tendo terminado em 1956 devido a dificuldades económicas da própria fábrica. Sendo este um carro muito raro, ainda hoje em dia os poucos que existem atingem preços elevados.
Porém a herança deixada pelo 507 não desapareceu e um exemplo disso é o BMW Z8 apresentado em 1999 no salão de Frankfurt, onde se podem observar linhas quase idênticas ao seu “avô”.
Apesar do pequeno número de unidades construídas, o 507 ajudou na solidificação da marca BMW no mundo dos automóveis de reconhecido prestígio.

Texto: Rúben Almeida

|| Ruben Almeida, 9:48 PM || link

Domingo, Março 04, 2007

Sem dúvida que mais uma vez se demonstrou que o revivalismo está de volta. Apresentado no Salão de Los Angeles , o novo concept-.car Mustang by Giugiaro prendeu sem dúvida a atenção dos visitantes. Criado por Fabrizio Giugiaro, filho da lenda do design Giorgetto e director actual da Italdesign, este Mustang vence pela beleza e pela adaptação a um estilo mais “ europeu”. Com dimensões mais generosas e compreensíveis de um desportivo ( mais 30 mm de dianteira e 80mm de traseira) este também recebes suspensões independentes, as quais são muito raramente utilizadas em carros americanos. Alimentado por um fabuloso motor de 4.6L V8, chegar a uns 500 cv de potência não se torna difícil com a ajuda do compressor que sobrealimenta o mesmo. Este bloco foi fornecido pela Ford Racing. Apesar de apenas se tratar de um concept-car de linhas inovadoras, a “raça do pónei americano” não se perdeu. As linhas fazem sem duvida lembrar o tão modelo mítico dos anos 60 que marcou inúmeras gerações até aos dias de hoje. Um bom exemplo disso é o esquema de faróis traseiros conjugado com o brasão do modelo que se tem mantido quase inalterado ao logo dos anos.

Texto: Rúben Almeida

|| Ruben Almeida, 4:12 AM || link

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006




Lotus Elan: O roadster por excelência

Com o sucesso adquirido nos anos 50 com os modelos Elite e Super Seven, a pequena fábrica da Lotus situada na cidade de Hethel iria em 1962 apresentar mais um ícone dos desportivos britânicos. Apresentado no Salão de Londres, o pequeno roadster de nome Elan faria as delícias dos verdadeiros amantes da marca de Colin Chapman. De linhas redondas e esguias, apresentava um visual bastante moderno para a época onde os seus faróis retrácteis eram pouco comuns.
Com um chassi
inovador em forma de Y, o pequeno Lotus não media mais que 3.69m de comprimento e 1.14m de altura. Com um peso de apenas 590Kg, o pequeno motor dianteiro Ford 122E de 1500cc fazia sem dúvida com que o Elan tivesse umas prestações interessantes. A segunda motorização chegaria pouco tempo depois.
Desta vez, o bloco era de 1600cc de 105 cv.
Alimentado por dois carb
uradores de corpo duplo Weber, a velocidade máxima era de cerca de 182Km/h. Bastante ágil nas curvas, usava pneus 145 com jante de 13pol. Com a suspensão independente ás quatro rodas, a travagem era feita através de quatro travões de disco da afamada marca Girling. Concorrente directo de carros como o Renault Alpine A110, MG B, Austin Healey e Alfa Romeo GTA, o desportivo da Lotus era bem mais barato, sendo também vendido devido aos impostos, sobre a forma de kit.
Como evolução do mo
delo, a Lotus em 1965 decide lançar o Elan S2 Coupé GT. Desta vez o roadster tinha um “irmão” mais velho, um coupé de 2+2 lugares e de apenas 620Kg.
Com um espaço generoso para os passageiros, o novo modelo não perdeu o seu carisma desportivo. Com um painel bastante idêntico ao roadster, este era forrado de madeira, assim como o aro do volante de três raios. Pela primeira vez, a Lotus disponibilizou vidros eléctricos para ambos os modelos. A potência para este modelo também fora aumentada para uns generosos 115cv.
Em 1971 surge outra evolução do roadster chamada Elan Sprint. Com uma motori
zação superior (126cv de potência) este modelo é facilmente reconhecido pela inscrição do seu nome em duas faixas decorativas na lateral e pela mudança da cor do carro abaixo destas. Seria também o primeiro Elan com caixa de cinco velocidades. Com grande sucesso nas pistas de todo o mundo, o pequeno roadster seria retirado de produção. No final de 1973, o Elan tinha vendido cerca de 12.224 unidades pelo mundo inteiro, sendo considerado um verdadeiro ícone entre os amantes mais puristas da condução.

Texto: Rúben Almeida

Segunda-feira, Novembro 20, 2006



ReStyling : Dodge Challenger

Em reposta ao lançamento do novo Camaro e do Shelby GT500, a Dodge em 2006 lançou o Challenger. A responsabilidade do grupo de designers da Chrysler Corporation foi acrescida pois ao contrario do Mustang que nunca parou de produção tendo vindo a perder protagonismo desde os anos 80, o Challenger teve a sorte de “morrer” cedo e em gloria no final da década de 70.Agora com o crescente mercado e o revivalismo, a Dodge vem apresentar o seu concept, com 6.1 L e cerca 375 cv, no famoso motor HEMI, que tanto protagonismo ganhou nos anos 60. Esta noticia foi recebida com entusiasmo, principalmente entre os amantes dos grandes coupês, sendo mais um sinal que a era dos “Muscles Cars” está de volta.

Texto : Ruben Almeida

Segunda-feira, Outubro 23, 2006




Shelby GT350 e GT 500: As realizações de Carroll

Desde criador de galinhas, motorista de camiões do lixo, passando por piloto e criador de fantásticos carros de competição, Carroll Shelby é sem dúvida uma lenda americana, e ficará para sempre imortalizado pelas suas melhores criações: os fantásticos Shelby GT 350 e Gt 500.
Nascido em 1923 no Texas, com o sucesso que fez ao correr num Ford 32 pouco depois da 2ª Guerra Mundial não demoraria muito ate chegar a preparador de automóveis, fazendo de belas máquinas como o Cobra e o Mustang, sendo estes hoje em dia verdadeiros ícones de potência. Quando Henry Ford o contratou para trabalhar no GT40 o resultado foi estrondoso. Várias vezes campeão em Le Mans, este carro abriu as portas para Carroll Shelby na Ford. Todo este sucesso veio culminar nas suas melhores criações. Entre 1965 e 1970, Shelby lançaria duas versões mais agressivas e musculadas do Mustang que seriam chamadas de GT 350 e GT500.
Apesar das altas potências, o Mustang começava a ter concorrência no segmento dos Muscle Cars através do Dodge Charger, Pontiac GTO e outros. Perante isso Carroll Shelby a mando da Ford, fez o que de melhor ele sabia: trabalhar a potência e remodelar os Mustangs. Em Janeiro de 1965 era apresentado o Shelby GT350. Com o formato Fastback, a sua aparência desportiva a relembrar carros de competição foi um sucesso. Apenas fabricado na cor branca, este teria como opcional listas azuis, símbolo que desde sempre e até aos nosso dias imortalizam os carros de Carroll. Sem banco traseiro e apenas de caixa manual, a dianteira agora em fibra, ganhou comprimento e agressividade. Usando o motor convencional do Mustang (V8 de 4,5L), a potência era aumentada para 305 cv sendo um pouco mais que os 271 cv de origem. A suspensão dianteira também era mais baixa 25mm e a bateria ficava colocada na bagageira para uma melhor distribuição de peso. Em 1966 optando por uma politica virada ao aumento das vendas, o GT350 era vendido com banco traseira, transmissão automática e com uma maior gama de cores.
Sendo um grande sucesso de vendas, este modelo também ficou imortalizado pelo famoso modelo GT350H, feito especialmente para a empresa de aluguer de automóveis Hertz, onde com cores próprias (Preto com listas douradas), o Gt350H era alugado para quem queria praticar umas corridas de rua ou arrancadas nos semáforos, tão tradicionais na época. Sendo um modelo muito raro, o Gt350H muitas vezes era entregue com enormes estragos devido ás corridas e até mesmo com motores trocados pelos mais habilidosos, sendo hoje em dia um carro muito caro devido aos pouco modelos originais que existem.
Com todo Este sucesso, em 1967 era apresentada uma nova versão: o Shelby GT500.
Numa época onde as corridas de rua dominavam Detroit, e os Muscle Cars eram uma realidade, o que contava era o motor e os cavalos brutos. Com mais aplicações em fibra para reduzir o peso, este usava o Motor V8 de 7,0L e dois carburadores Holley de corpo quádruplo que geravam 355cv. Com transmissão manual de quatro velocidades, e travões de disco na dianteira, oferecia uma série de requintes para cativar todo o tipo de consumidores como ar-condicionado e direcção assistida. De aspecto mais agressivo, o capô era maior com grandes entradas de ar e faróis auxiliares na grelha central. Para acompanhar o “irmão maior”, o Gt350 em 1967 iria adoptar o motor de 4,95L.
Em 1968 ambos os modelos GT passavam a ter a designação de Cobra e deixavam de ser produzidas nas instalações em Los Angeles.
A A.O. Smith Company no Michigan era agora quem os produzia mas á mesma sob a tutela de Carroll Shelby. Surgiu então a primeira versão descapotável do Shelby Gt500 com a designação de KR (King of the Road) usando o motor 428 Cobra Jet de 335cv.Em 1969 sairia um total “restyling” dos Shelbys, que infelizmente iria marcar pela negativa. Não só este modelo se diferenciava e afastava do modelo original, como perdeu terreno pois o surgimento do Mustang Boss e as suas potentes motorizações criaram uma competição interna na Ford. O próprio Carroll Shelby não gostou das mudanças impostas pela Ford e decidiu em 1970 abandonar o modelo (mas continuando a trabalhar com a Ford e outras marcas), marcando assim o fim deste ícone. Hoje em dia os modelos de Shelby são uma herança sendo sem dúvida os Mustang uma das suas melhores criações.

Texto: Rúben Almeida

Quinta-feira, Outubro 19, 2006





O Ìcone Mundial


Foi através do crescimento económico dos Estados Unidos da América durante os anos seguintes á 2º Guerra Mundial, que a Ford Motor Company se expandiu de forma soberba. Símbolo de inovação, esta tentava responder a um mercado cada vez mais amplo e exigente. Através de fantásticos métodos de produção, o automóvel era um bem cada vez mais barato e chegaria a muitas mais pessoas. È neste dinâmica que surgiria um dos maiores ícones do mundo automóvel e um verdadeiro campeão de vendas: o Ford Mustang.
Com o modelo Thunderbird a perder terreno para o Chevrolet Corvette da General Motors, a Ford decidira assim fabricar um automóvel de linhas desportivas e de baixo custo que, no entanto transmitisse um estilo jovial. Foi a mando de Henry Ford II, na época a frente da empresa, que Joe Oros desenhou o conceito que teria o nome em honra dos afamados P-51 Mustang, caças de grande eficácia na 2ª Guerra Mundial.
De linhas inovadoras, a carroçaria era inteiramente de alumínio, sendo esta suportada por um chassi tubular. Com 3.91m de comprimento, a dianteira era longa.
Grandes entradas de ar laterais completava este conjunto que, na sua apresentação no GP dos Estados Unidos cativou bastante os espectadores. Longe de ser o produto final, este concept-car tinha suspensões independentes ás quatro rodas e a travagem era assegurada também por travões de discos, algo que não era comum nos carros da época. O motor era apenas um simples V4 de 2.0L e 90cv, alimentado por um carburador simples da marca Solex. Logo em 1963, um ano depois da apresentação do primeiro concept-car, surgiria o segundo que sem dúvida iria encarnar o veículo final. Com um tejadilho muito baixo, longa frente e com um poderoso V8 de 4.75L debitando 271cv seria sem dúvida uma boa aposta para a Ford.
O afamado New York Car Salon em 1964 foi o palco escolhido para o lançamento do automóvel final, e apesar de já ser esperado, o efeito que causou foi simplesmente inacreditável, tornando-se logo num êxito. Lançado nas versões Cabriolet e Coupé, as linhas eram sem dúvida sedutoras. A grande grelha com o brasão do cavalo, os faróis traseiros diferentes de tudo o que já se vira até a altura fez as delícias do povo americano.
Oferecendo uma boa qualidade de conforto e luxo interior, o volante era de três raios e no fundo surgiam dois grandes mostradores (conta-quilómetros e rotações) complementados com instrumentos auxiliares mais á esquerda. Usando na versão base o motor do Ford Falcon de seis cilindros, 2.8L de 101cv, este aumentaria até 1971 onde a cilindrada era de 3.3L e 116cv de potência. Para os compradores mais exigentes, também existia o poderoso V8 de 4.3L de 164cv e respectivamente o 4.7L de 220cv, facilmente aumentados para 271 através de um kit de potência da época fornecido pela própria Ford e que dava pelo nome de K-Code. Com um comprimento de 4.5m, a caixa de três velocidades manual era de origem em todas as variantes, excluindo a de 271cv que obtinha uma caixa de quatro velocidades também manual, havendo a opção de automática para todos os modelos. A suspensão era independente á frente de braços sobrepostos e atrás um eixo único e rígido, sistema que se tornaria lendário e quase uma obrigação para todos os modelos, mesmo os actuais devido aos poderosos arranques que permitem.
O sucesso foi tal que logo no primeiro dia de vendas, vinte e duas mil unidades foram encomendadas. Só no primeiro ano 126 mil unidades foram vendidas, sendo dois terços, o poderoso V8.No final de 1964, era apresentado a versão Fastback. Com um aspecto bem mais musculado que o coupè, este teria a versão GT, onde adereços estéticos e motor mais potente seriam as principais diferenças. Com o lançamento de carros como o Camaro e o Barracuda no segmentos dos Muscle-Cars, o Mustang também teve que “crescer” O V6 passaria então a 3.8L e o já grotesco V8 seria aumentado até a uns fabulosos 6.5L de 285cv no ano de 1966 onde seriam vendidos 499 mil unidades. Com o aparecimento de um dos seus eternos rivais em 1967 (Dodge Charger que contava com um motor HEMI 7.2L) o Mustang também iria evoluir um pouco mais. Alem do lançamento das primeiras versões preparadas por Carroll Shelby, o carro da Ford iria ganhar duas entradas de ar colossais na dianteira e linhas muito mais vincadas, agora também com um motor V8 de 6.4L de carburados de corpo quádruplo e 315cv.
Devido ao sempre gradual aumento das motorizações, as suspensões dianteiras tiveram também que evoluir pois o carro tornava-se bastante instável. Em 1969 seria apresentado a terceira evolução de carroçaria do Mustang onde a versão mais potente era de 7.0L de 360cv aliados a uma dianteira muito mais pontiaguda e várias entradas de ar inclusive nos pára-choques traseiros. Devido ao sucesso de vendas a “família” Mustang iria no final da década de 60 tornar-se mais ampla e personalizada consoante o consumidor. Se o luxo era a prioridade, o modelo Mustang Grand era a opção perfeita com interiores requintados e muitos opcionais. Se por outro lado o que interessava era um carro deveras potente, a nova versão fastback de nome Mach 1 seria a escolha ideal. Com motores desde o 5.8L ao 7.0L, o carro tinha verdadeiramente um aspecto musculado com a inscrição Mach1 numa faixa lateral configurando assim também desportivismo. A evolução deste iria culminar no Mustang 302 Boss, onde o vidro traseiro coberto de persianas ao estilo do Lamborghini Miura e os novos spoilers dianteiros e traseiros lhe conferiam um aspecto de carro de competição.
Mas seria com o Boss que o Mustang entraria em decadência. Na década de 70 iria surgir o Mustang II. Com a carroçaria reformulada e adaptada á época, não causou os mesmos efeitos. Tudo isto aliado ás novas normas de poluição que vieram restringir bastante os motores fizeram com que o novo modelo perdesse admiradores. De facto, o novo aspecto do Mustang transmitia um desportivismo quase nulo e perdia sem dúvida o simbolismo que tinha adquirido, chagando mesmo ao ponto de se considerarem “puro-sangue” só os que foram produzidos até 1969. Mesmo mediante estes factos, o velho Mustang fora sem duvida um verdadeiro campeão de vendas e um mito entre os apreciadores dos “Old Detroid Muscles” como lhe apelidam. Apesar da produção nunca ter parado e ter passado por várias evoluções, em 2005 seria lançado o novo Mustang GT, onde as linhas inspiradas no modelo pioneiro fizeram com que o espírito começasse a renascer.


Texto:Rúben Almeida

Quarta-feira, Outubro 18, 2006



Uma Lenda Viva


Da famosa preparadora Alpine, surgiria nos anos 60 um dos desportivos mais belos que ainda hoje faz vibrar os nosso olhares. Jean Redélé e a sua oficina de preparação situada na cidade de Dieppe em França havia começado logo a seguir á 2ª Guerra Mundial por preparar o mítico Renault 4CV para várias provas de competição, nas quais a maioria obteve grande sucesso. Após a fundação e reconhecimento da Societé Anonyme dês Automobilies Alpine em 1954, o seu sucesso nunca iria parar. O primeiro modelo próprio, A106 como era chamado, tinha o chassi e o motor de um Renault 4. Com também grande reconhecimento e eficácia devido ao seu comportamento exemplar e desempenho, a ele se seguiria o A108.
Através da evolução deste, seria apresentado no salão de Paris em 1962 um dos mais belos e eficazes carros desportivos de sempre: o Renault Alpine A110. Tendo como projectista Serge Zuliani, este iria herdar o motor do famoso Renault R8 na traseira de 956cc e 55cv. De faróis arredondados superiores e inferiores, este belo coupé era um 2+2, apesar de que só nos lugares da frente era possível algum tipo de movimento. Equipado com um volante de três raios, o painel era composto por dois grandes mostradores de fácil leitura (conta – quilómetros e conta-rotações) com três de menor tamanho. Com a sua produção a durar 14 anos, este manteve as linhas muito idênticas ao logo do tempo sendo a sua alcunha ainda hoje um nome sonante entre os grande carros de ralis: La Berlinetta.
Com passagem para o motor de 1.1L nas versões de 66cv e 80cv, devido ao seu baixo peso que rondava os 700kg, as prestações eram deveras interessantes. Em 1965 iria surgir a variante de 1.3L de 115cv e pela primeira vez caixa de cinco velocidades, cortesia do famoso Amédée Gordini.A versão 1.6L de 138cv iria surgir perto de 1969 revelando-se uma grande aposta para apreciadores de carros desportivos de boas prestações. Com algumas alterações no princípio da década de 70, o Alpine passou a ter o radiador posicionado na dianteira, assim como entradas de ar sob o pára-choques e rodas de alumínio. O motor 1.6L passava então para 140cv sendo o mesmo a equipar carros como o Renault 12Gordini e o afamado Lotus Europa. Para os compradores mais exigentes e tendo em conta alguns mercados, a versão 1.8L de 170cv fez deste peso pluma um verdadeiro “foguete de estrada”. Tendo sido o primeiro carro francês a ganhar o mundial de Ralis, o seu sucesso também passou por várias categorias de provas. Na memória fica o saudoso rali de Monte Carlo onde durante vários anos deixou para trás grandes nomes da indústria automóvel da época tais como o Lancia Fulvia, Porche 911 e o Alfa Romeo GTA. Com o encerramento da sua produção em 1977, viria a ser substituído pelo Alpine A310. Após 7000 unidades produzidas sempre nos mesmos padrões com carroçaria em fibra de vidro, chassi tubular e obtendo também vários motores nesse período de tempo, o Alpine A110 tem nos nosso tempos uma verdadeira legião de fãs entre os apreciadores de automóveis clássicos e do desporto automóvel, sendo este hoje em dia uma rara peça de colecção.

Texto : Rúben Almeida

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

O sonho de Chapman


Devido ao grande sucesso com os primeiros protótipos concebidos, o génio da engenharia automóvel Anthony Colin Bruce Chapman fundou a Lotus Cars Ltd. Trabalhando na British Engineering Company durante o dia, era de noite que este se dedicava á sua grande paixão que eram os automóveis projectando protótipo atrás de protótipo.
Com o aparente sucesso do Lotus 12 nas pistas e provas automobilísticas de Inglaterra, em Outubro de 1957 era apresentado o Modelo 14 que viria a ser conhecido como Lotus Elite. Com um perfil extremamente aerodinâmico para a época, o pequeno desportivo tinha linhas curvas bastante inovadoras. A carroçaria era de facto atractiva e fez as delícias de todos, a começar pelo seu criador que fora o jovem Frank Costin, uma referência ainda hoje no mundo dos motores.Com apenas 3,8m de comprimento toda a estrutura monobloco era feita da combinação de plástico reforçado com fibra de vidro. Apesar da simplicidade, houve alguns problemas nos acabamentos dos modelos de pré série, mas com a associação de Bristol Aeroplane Company na produção, estes forma facilmente ultrapassados. Com uma dianteira bastante harmoniosa e baixa, os farois eram circulares e a grelha de refrigeração de formato oval. Apesar de baixo e compacto, o Elite tinha um acesso bastante bom aos lugares. Para não estragar a aerodinamica também os vidros laterais traseiros eram arredondados, sendo assim impossível ter um sistema de abertura, que era colmatado pelo facto de se puderem retirar e guardar na bagageira. Com um motor dianteiro de quatro cilindros Coventry – Clímax de 1216cc e 75cv de potência, a aceleração dos 0-100km\h era feita em 12,4 segundos e a velocidade máxima estipulada em 170 km\h, sendo um desempenho fantástico para a época e para uma potência tão baixa. A caixa era propriedade da MG e tinha quatro velocidades. A suspensão dianteira é independente com braços duplos triangulares e barra estabilizadora. As suspensões traseiras além de serem independentes contavam com uns suportes personalizados pelo próprio Chapman. Com um comportamento muito neutro, o Elite era um verdadeiro exemplo na aderência e estabilidade, factores que a Lotus nos vem a habituar desde há muito tempo. Rodas raiadas com travões de disco a frente, cubos de aperto rápido e pneus 155-15 Pirelli Cinturato complementavam este belo desportivo de apenas 650kg.
A versão modificada para as pistas iria ver a sua potência aumentada para cerca de 120 cv. Campeão várias vezes na sua classe em Le Mans, Monza e muitos outros circuitos.
Com a chegada do Elite Série II a potência passava para 85 cv através da adição de um carburador Duplo SU. Agora a velocidade máxima era de 182 km\h e os 0-110 km\h eram executados em 11.5 segundos. Os acabamentos também foram bastante melhorados. Apesar do espaço interior ser limitado, o condutor não tinha quaisquer dificuldades em manobrar o charmoso volante de três raios em alumínio e aro em madeira.
Cinco mostradores no painel completavam a consola muito ao estilo desportivo da época. A partir de 1961 o Elite começava a ser vendido apenas em Kit de montagem pois o seu elevado preço de produção era idêntico a desportivos de “maior porte” como o Jaguar E-Type, Porche 356 e o Alpine A108. Após 1030 unidades produzidas em 1963,a produção era encerrada, sendo substituído pelo famoso roadster Elan. Mais tarde em 1974 o nome Elite viria surgir novamente por parte da escudaria Lotus, mas com um veiculo muito diferente.


Texto: Rúben Almeida



Ao que parece o famoso Austin Healey poderá estar de volta. O roadster que tanto sucesso fez nos anos 60 vê agora renascer o seu nome.De motorização desconhecida este protótipo de aspecto promete manter os traços originais do velho Healey. Roadster conhecido pela sua baixa motorização aliada ao seu baixo, tornasse um conceito bastante actual. Esperemos que este novo concept também consiga transmitir toda aquela”genica” e divertimento ao volante.


Texto : Ruben Almeida

Sábado, Outubro 07, 2006



A pérola de Rivolta

Na década de 50 em que iriam surgir grandes magnatas da indústria automóvel como foi o caso de Enzo Ferrari e Ferruccio Lamborghini. Um nome que poucos conhecem iria também mostrar o que de melhor e desportivo se poderia fazer na altura.
Com toda a sua for
tuna feita no ramo dos electrodomésticos Renzo Rivolta tinha a sua empresa situa em Itália na região de Besso. De seu nome Iso, esta desenvolveu o seu primeiro veiculo essencialmente urbano de seu nome Isetta.
Renzo Rivolta com a ideia firme de construir um grand-turismo para se impor num mercado que estava a florescer, aliou-se ao brilhante engenheiro Giotto Bizzarrini. Com o motor V8 fornecido pela General Motors, em 1963 seriam apresentados dois mod
elos: um para produção e outro para as competições.
Tanto o Isso Grifo A3 Lusso (modelo para produção) como o Isso Grifo A3 Corsa (para competição) partilhavam a mesma carroçaria feita nos estúdios Bertone pelas mãos do famoso Giorgetto Giugiaro.
Os A3 Lusso tinham uma grande qualidade de construção, o que não acontecia com o seu “irmão” que apresentava uma carroçaria em alumínio toda rebitada, mais baixa e aerodinâmica.
Como de num bonito desportivo era habitual, a frente era muito longa e a traseira reduzida. Por dentro o luxo estava bem presente com os bancos e a consola central toda forrada a couro. Os oito mostradores eram incrustados num painel de madeira e para complementar um excelente volante de três raios metálicos e aro também ele em madeira.
Para pôr o carro num pa
tamar muito equivalente aos grande desportivos da altura tais como os da escudaria de Enzo, o V8 da General Motors mostrou-se muito eficaz. Com 5.4L e 340 cv alimentados por um carburador quádruplo, a aceleração dos 0-100km\h era apenas de 6,7 segundos. A caixa manual era de quatro velocidades, ou cinco como opção. Com tracção traseira o diferencial autoblocante permitia já um comportamento muito eficaz da viatura. A velocidade máxima era de 255 Km\h.
Em 1966 eram apresentadas as versões Targa e Cabriolet desenhadas por Marcello Gandini, mas devido ao pouco suc
esso, o Targa só teve 14 unidades produzidas e a versão cabriolet apenas o comcept-car. Três anos depois seria lançada a versão 7,0L com 406 cv que permitia ao Grifo fazer uma aceleração dos 0-100km\h em cerca de cinco segundos e uma velocidade máxima de quase 300 Km\h.
Em 1970 sairia a Série II.

Vista mais como um “restyling”, poucas diferenças tinha. Alem de uma frente mais inclinada e com faróis escamoteáveis a potencia também tinha sido aumentada para 435 cvs e o chassi reforçado. Infelizmente devido a problemas financeiros em 1974,a sua produção seria encerrada, fazendo com que os 412
automóveis produzidos sejam hoje em dia autenticas peças de colecção.




Texto: Rúben Almeida

Terça-feira, Outubro 03, 2006

AutoClássico 2006
Realizou-se de dia 29 de Setembro a 1 de Outubro mais uma exposição Autoclássicos.
Mais uma vez, esteve presente na Exponor a maior exposição ibérica de automóveis antigos e clássicos. Com o preço dos bilhetes fixo em 8 Euros (equivalente a exposição da FIL), a amostra automóvel ali presente foi muito boa tendo estado representados a maioria dos clubes de automóveis antigos e clássicos, assim como uma grande variedade de veículos. Este ambiente excepcional para os amantes do mundo automóvel fora ainda mais complementado com as famosas provas de perícia tão comuns que já vêm a ser realizadas neste evento. Apesar de todo este sucesso, este ano a exposição foi brindada com a apresentação do Vinci GT, o primeiro coupé desportivo inteiramente português, levado a cabo pelo Auto Museu da Maia. Aqui ficam algumas fotos da exposição da autoria de Filipe Matias.







Segunda-feira, Outubro 02, 2006





Equipe de "O Clássico" na apresentação do Vinci GT



Com principal incidência para os automóveis dos anos 60 e 70, o projecto Vinci GT será sem duvida uma vitória aliciante para Portugal.
Produzido pelo Auto Museu da Maia em parceria com a CEIIA (Centro para Excelência e Inovação na Industria Automóvel) o Vinci será o primeiro Coupé desportivo inteiramente concebido e desenvolvido em Portugal.
Recorrendo ás mais avançadas formas de engenharias e tecnologias este projecto é dividido em duas fases distintas, tendo a primeira fase sido concretizada no passado dia 29 de Setembro com a apresentação do Concept-car na Exponor. Tendo como fonte de inspiração vários automóveis míticos dos anos 60 e 70 (para muitos a era de ouro do automóvel) e a cooperação com várias entidades tais como a afamada Pininfarina permitiram a apresentação do modelo as escala 1:1 deste desportivo.
Com grande aceitação por parte do público que demonstrava orgulho quando o visionava no stand da Exponor, a segunda fase deste projecto passa então pela produção de 20 a 50 unidades.
A empresa Retro-concept Lda. cujo capital é da totalidade detido pelo Auto Museu da Maia irá então consolidar parcerias adequadas para reunir os capitais necessários assim como garantir as mais avançadas tecnologias, meios de produção e componentes mecânicos. Com um design sem dúvida de tendências Retro, o Vinci GT terá dois tipos de motorização posicionados na dianteira. A primeira será de um bloco V6 3,5L que debitará cerca de 300cv e o segundo será um V8 de 4,2L de 500cv. Aliado a uma caixa manual de 6 velocidades, tracção traseira e a um peso de 1333 kg as prestações prometem fazer deste desportivo um carro muito rápido e eficaz. Com uma carroçaria do tipo coupé, este carro será um 2+2 em termos de lotação.
È de louvar este projecto pois irá sem duvida mostrar a qualidade que a industria portuguesa poderá ter no ramo automóvel. A equipe de O Clássico desde já deixa aqui os parabéns a todas as entidades que criaram ou apoiam este projecto que é sem dúvida aliciante e de louvar.

Texto : Rúben Almeida
fotos: Filipe Matias

Domingo, Outubro 01, 2006

O Roadster Italiano



Era para produzir automóveis baseados nos Darracq franceses que em 1910 a “Anónima Lombarda Fabbrica di Automobili “ (Alfa) foi fundada. Não tendo muito sucesso e passando em 1915 por uma grave crise financeira, esta era adquirida por Nicola Romeo, tendo dando frutos em 1920 com o famoso modelo G1.
Seria na década de 60 quando se procurava um sucessor para o então Giulietta Spider que do estúdio de Pininfarina sairia o concept-car para o salão de Genebra em 1966.
Com o chassis do Giulia 105, este pequeno desportivo cumpria todos os requisi
tos de um verdadeiro “spider”, termo usado pelos italianos equivalente a “Roadster”, onde características como a tracção traseira e dois lugares estariam presentes. De linhas harmoniosas assim nascia o 1600 spider. Sendo construindo na sua grande maioria nas fábricas de Pininfarina (carroçaria, interiores, acabamentos e partes eléctricas), o motor transmissão suspensões e travões era depois montados na própria Alfa Romeo. Como um verdadeiro roadster, o luxo não era uma prioridade, mas sim um bom aspecto desportivo complementado com o volante de três raios e toda a instrumentação necessária com a assinatura de Pininfarina bem disposta entre eles.
Equipado com uma capota de lona manual, era muito fácil de abrir e com muito boa qualidade de construção. Embora a rigidez fosse
característica deste modelo, na área do conforto e luxo (mesmo que pouco) ficava bem a frente dos seus concorrentes britânicos.
Equipado com um motor de 1570 cm3, os dois carburadores duplos Webber permitiam que a potência fosse de 109 cv as 6000 rpm. Com uma velocidade máxima de 180 Km\h a aceleração dos 0-100km\h era feita em apenas 11,5 segundos auxiliados á caixa de 5 velocidades. Com suspensão independente á frente a travagem era assegurada através de quatro travões de disco.
Para combater os altos impostos em alguns mercados, foi lançado uma versão chamada 1300 Spider Júnior. Com o motor de 1290 cm3 e
89 cv chegar aos 170 Km\h não era difícil devido ao baixo peso.
Em 1969 o modelo sofre o seu primeiro “restyling”. Apresentado no salão de Turim, este novo spider passava de um comprimento de 4,25m para 4,12m devido á mudança de forma da traseira.
Para o mercado americano, o motor 1.8 seria uma escolha acertada devido ao uso pela primeira vez de injecção mecânica.
Em 1971 viria o 2000 Spider Veloce.
Com um motor de 1962 cm3 e 132 cv seria sem duvida a versão mais potente do modelo para o mercado europeu. Com a aceleração dos 0-100Km\h feita em 9.5 segundos, o spider ficava cada vez mais luxuoso com a implementação de vários acolchoados tanto na consola central como em outros sítios do roadster.
O conforto passava assim para um plano mais altivo.Com a chegada dos anos 80, o spider já começava a ser um modelo envelhecido pelo que levou uma grande reestruturação. Apesar disso, já para trás tinham ficado os dias de glória do desportivo. Mesmo estando em produção ate quase aos nossos dias e com motorizações bastante apimentadas como é o caso do Spider 3.0 V6, o ultimo “restyling” em 1990 só piorou a aceitação por parte do público. O carro perdeu muito carisma, mesmo entro os verdadeiros amantes da marca. Factores como o crescente aumento do peso de versão para versão e a tracção agora ser dianteira foram bastante criticados entre os mais puristas. Após 40 anos do modelo e 124 000 unidades produzidas, o Spider ficara sempre na história, assim como o seu primeiro modelo terá o seu lugar de honra na época de ouro dos roadsters.

Texto : Rúben Almeida

Domingo, Setembro 24, 2006

ReStyling - Lancia Stratos

A fibra e o carbono são e elementos chave para este novo projecto. Mais uma vez a industria automóvel prima pelo revivalismo. Desta vez temos o tão famoso Lancia Stratos. Criado apenas por extravagância, este carro teve tanto sucesso que em breve poderá iniciar produção. O seu bloco V8 de 400 cv não se mostrará nada modesto tendo em conta o baixo peso do protótipo. Resta-nos saber se assim como o seu antecessor será um carro para todo o tipo de terrenos ou apenas uma máquina de pista.


Texto:Rúben Almeida

Quarta-feira, Setembro 20, 2006



Toyota S800 - O pioneiro nipónico


Desde 1932, que a empresa fundada por Kiichiro Toyota se dedicava especialmente ao mercado nipónico de automóveis. Modelos como o Toyota Crown e o Land Cruiser, fizeram da Toyota Automatics Loom Works uma referência, tendo esta já na época de 60, uma produção de 211 000 unidades anuais.Com o despertar do “Gigante Nipónico”, chegava a altura de começar a estender a gama de automóveis para outros segmentos, tais como o dos desportivos.
A oportunidade para tal iria surgir em 1962 com o Salão de Tóquio onde sobre a alçada da Toyota, era apresentado um coupê de linhas futuristas.
Apelidado de Publica Sports, este concept fez as delícias do salão pela sua originalidade, entrado mais tarde para a produção com o nome de Sports 800.
De linhas compactas (3,58m de comprimento, 1,46m de largura e 1,17m de altura), o S800 tinha de facto um grande carisma e potencial dentro deste segmento, que não iria muito longe apesar das várias inovações que sofreu ao longo dos anos. Este facto deve-se sobretudo á tardia expansão da marca que só ocorreu a partir dos anos 70.
O S800 tinha uma forma de “Fastback”, com a possibilidade de com um simples gesto se converter num “Targa”. O pequeno desportivo de 2 lugares, alem de linhas arredondadas e atraentes, possuía um coeficiente aerodinâmico bastante notável.
Com uns faróis dianteiros circulares de tamanho considerável tendo em conta as dimensões do carro, este adiantava um pouco do que seria um dos mais míticos desportivos da marca nipónica, o 2000GT.
Apesar de um interior minimalista, não fora do comum dos desportivos da época, a qualidade de construção era muito boa, com bancos de couro, e toda a instrumentação que um desportivo precisa. O seu motor “ boxer” de refrigeração a ar e com apenas 2 cilindros e duplo carburador debitava juntamente com os seus 790 cm3 cerca de 45cv as 5400 rpm. Apesar de os números serem pequenos, este motor aliado a um carro deste peso, com caixa de 4 velocidades e tracção traseira, fazia do S800 um verdadeiro brinquedo de estrada. Com a velocidade máxima de 155 km\h, a aceleração dos 0-100Km\h era feita em 16.8 segundos. A suspensão dianteira era independente, e a traseira através de um eixo rígido. Com rodas de 12 polegadas a travagem era assegurada a tambor.
Nas competições, o pequeno S800 também marcou pela positiva. Podemos tomar como exemplo a prova dos 500 Kms de Suzuka em 1966 ficou em primeiro lugar, a frente de carros mais potentes tais como o Nissan Fairlady (motor 1.6), Skyline GT, Honda S800 e ate o famoso Lotus Elan. Com a chegada do 2000GT que foi um êxito de exportações, a Toyota decidiu em 1969 parar a produção do S800. As 3131 unidades produzidas fazem deste pequeno e pioneiro desportivo da marca nipónica uma autêntica raridade.


Texto de Ruben Almeida

Quinta-feira, Maio 18, 2006

Um encontro para repetir!

No passado dia 14 de Maio a Lourinhã recebeu a visita de mais de centena e meia de carros antigos e clássicos de todo o país que se juntaram no primeiro encontro nacional promovido pela Associação dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã.
O evento serviu para juntar algumas receitas para ajudar ao pagamento de uma recém adquirida ambulância de emergência médica, única do País pela sua configuração. Os primeiros valores apontam para uma receita na ordem dos 1500 euros, o que para a organização significa um êxito. «Primeiro, ficámos muito satisfeitos por ter conseguido agradar a todos os presentes, que nos têm manifestado enormes elogios. Depois, por termos conseguido juntar algum dinheiro que nos permita aliviar os pagamentos mensais da nova viatura», diz Ruben Almeida, um dos organizadores e criador do blog “o-classico”.
O encontro reuniu diversas viaturas de 8 clubes nacionais, nomeadamente o Histórico Automóvel Clube de Entre Tejo e Sado, Clube Lusitano do Automóvel Clássico, Amigos 600 e 500, Fiat Clássicos de Portugal, Confraria Amigos 4L, 4.Clube.Portugal, Amigos japoneses Antigos e o Clube de automóveis antigos da Costa Azul. A única ausência que foi sentida e criticada foi a do clube do concelho, que não apareceu apesar dos inúmeros convites.
Pelo meio, diversos particulares exibiram os seus veículos, aparecendo modelos carismáticos como Lancia Fulvia, Lotus Elan, Opel GT, Morgan 44, Ford “B”, dois citroên “arrastadeira” e muitos outros que maravilharam perto de 400 visitantes. A organização dos mais de 280 participantes decorreu sem grandes problemas.
Do programa constou uma visita ao Museu da Lourinhã, celebrizado internacionalmente pelo seu espólio de material jurássico, almoço de convívio na Associação servido à mesa por um restaurante, sessão fotográfica, prova da aguardente da Lourinhã (uma das únicas três da Europa com certificação DOC) e um passeio pelo concelho.
Após o almoço foram agraciados todos os clubes presentes e foi distinguido o carro mais antigo (um Dodge 13S de 1927), o carro que veio de mais longe (Peso da Régua) e o primeiro inscrito no encontro (Adérito Santos de Coimbra).
O passeio decorreu com normalidade e foi do agrado da maioria dos participantes. Com uma equipa de reportagem da RTP junto da comitiva, os inscritos puderam conviver com o campo e o mar, os monumentos e as arribas, num total de 30 km.
«Temos de enaltecer a atitude dos agentes da Brigada de Trânsito que vieram com o seu Porsche 356 B Super. Foram muito cordiais e representaram da melhor maneira o uniforme que envergam. Foram um exemplo e também eles gostaram do nosso encontro. Estamos muito satisfeitos» afirma a organização.
Devido ao sucesso deste 1º encontro, a organização afirma estar com vontade de realizar o segundo em 2007 e traça um cenário ambicioso: «Queremos chegar aos 200 automóveis, mas ver primeiro a logística que vai ser necessária para não falhar nada e estudar um programa que seja interessante para todos. Este foi o nosso primeiro evento de âmbito nacional, não sabíamos como ia correr. Vamos agora usar o que aprendemos para preparar o próximo».
(Reportagem a ser publicada na revista "Topos e Clássicos")

Voltamos a agradecer a todos a presença, o apoio e a compreensão. Visite este espaço regularmente para saber tudo sobre o andamentos dos preparativos para o II encontro, que acontecerá em 2007! Gostaríamos de saber a sua opinião sobre este encontro! Deixe um comentário! A Organização; Filipe Matias Ruben Almeida

Terça-feira, Maio 16, 2006

Salão Motorclássico da FIL: Vitória do Elitismo!


Saudações a todos os visitantes do nosso “o clássico”.
Na qualidade de organizador do I Encontro Nacional de carros antigos e clássicos da Lourinhã (em que também está a dar a sua importante colaboração o Rúben Almeida), tive oportunidade de me deslocar ao salão que se realizou na FIL no passado mês de Abril. Já no ano passado fiquei no limiar da desilusão quando saí. Este ano (felizmente entrei com convite), saí ainda mais desiludido. Apesar da paixão pelos automóveis antigos estar a crescer no seio de uma multidão cada vez maior, estes senhores que organizam o salão insistem a todo o custo que este deve ser um “hobby elitista”. A começar pelo preço do bilhete (8 euros), o salão oferece carros antigos que não estão ao alcance da bolsa de qualquer pessoa. Chevrolets, Ferraris, Lamborghinis, MG`s, perto de uma centena de Jaguares, outros tantos Tryumphs, etc etc. Ok. Eu também gosto destes carros. Nunca teria nenhum, honestamente, mas então e o que é feito dos saudosos Minis? Dos Lancias, Fiats, Morgans, Renaults e Citroêns dos saudosos anos 70? Desculpem-me, mas eu pessoalmente prefiro observar carros que eram bem mais baratos na altura e, esses sim, são algo diferente.
Um exemplo de uma coisa bem feita foi na Exponor. Elitistas no interior e pobres no exterior. (Pelo menos o salão portista tinha mais pavilhões que a treta lisboeta). A revista “Topos e Clássicos” juntou perto de uma centena de carros na rua e lá estavam carros espectaculares. Adorei a concentração exterior e detestei o salão! Quem diria... Um Alpine, um Volvo144, um fiat x17 bertone, uns quantos escorts, três lotus em estado de concurso, um Hillman, etc etc... MANTIDOS POR PARTICULARES!! Não eram carros polidos pelos stands para serem vendidos num salão.
Para mais, o salão de Lisboa era mediocremente pequeno. Em menos de 30 minutos está tudo visto. Se me permitem, está na hora de começar a sugerir a estes senhores uma mudança de target. Deixem lá os empresários ricos que estão na problemática da meia idade e avancem para o público em geral! Alguém deste blog concorda comigo? Quem lá foi sentiu o mesmo? Manifestem-se!!
Não querendo vangloriar-me, a verdade é que o encontro da Lourinhã vai juntar modelos bem mais emblemáticos do que os que se viram na FIL. E vão ser perto de 120.
Querem ver carros antigos? Vão ás concentrações que se fazem por esse país fora. Os carolas continuam a ser quem junta mais modelos com história e com algo para contar, não são os senhores de gravata de Lisboa...


Texto de Filipe Matias

Sábado, Março 18, 2006

Temos maus carros ou maus jornalistas?

Geralmente levanto-me mais tarde ao domingo para ver um dos poucos programas sobre automóveis que tem exibição na televisão. A “TV Turbo” da SIC Noticias, pautada pelo snobismo e “engraxadela” às marcas reinantes dão-me sempre bons motivos de gargalhada. Como é possível que ainda não haja em Portugal um bom programa de automóveis? Não faz sentido... até a televisão pública, que sobrevive graças aos nossos impostos, pura e simplesmente ignora o tema. Já para não falar da cobertura de eventos automobilísticos mundiais como o WRC, o nacional de TT e até mesmo o nacional de ralis. Os automóveis só aparecem em pequenos teasers no fim do telejornal, até geralmente com um lead narrado pelo pivot. O que é isto??
Possivelmente estamos a assistir à banalização do automóvel, em que o principal destaque para encher 30 minutos de emissão é o restyling do novo Clio, a nova motorização do Civic, a nova cor do novo Punto, o novo banco aquecido de série do saxo cup... etc etc.. E atenção porque em termos de informação escrita até acho que estamos bem servidos. Pessoalmente não tenho motivos de queixa das publicações nacionais de automobilismo.
Ainda no capítulo da TV, o que é feito do jornalismo de investigação? E que tal irem aos estúdios de design, falarem com criadores e engenheiros, irem às fábricas, captar tendências, ouvir o público, conduzirem e testarem os carros a sério em situações limite para mostrar o que realmente valem e mostrar um pouco do desporto. Não há nada disto na TV portuguesa. Nem carros, nem jornalistas. Começando pelos últimos, a maioria fala do assunto percebendo tanto como eu de xadrez. Eles são os principais culpados pelo declínio deste tipo de programas. Possivelmente a sua falta de criatividade e, sobretudo, PAIXÃO pelo automóvel é o motivo. Lembro-me imediatamente da TV Turbo de um domingo destes, onde numa “análise” ao novo Civic o jornalista apenas se preocupava em citar: «é espectacular para dar nas vistas», «Não passa despercebido», «É o carro ideal para convidar a sua namorada para ir dar um passeio» ou ainda a efémure «se gosta de ser o actor principal este é o carro para si»!!!
A peça do novo Civic tinha 7 minutos, e o jornalista afirmou tudo isto! E os aspectos técnicos? E os modelos disponíveis? E o historial do modelo? E que tal uma entrevistazita com quem o idealizou? O painel de instrumentos é bonito, sim, mas é funcional? Todas essas questões parecem ser menos importantes do que dizer “ compre este carro e vai dar nas vistas”....
Os lobbys da industria são tão poderosos que as televisões não ousam fazer-lhes frente. Entrar em ruptura com a marca Renault, por exemplo, implicaria perder privilégios de análise aos modelos e até cortes nos descontos de frota.... ( no caso da SIC) ... e ninguém quer ficar sem acesso ao novo carro da marca que até é o mais vendido no segmento, pois não? Depois como tiram as imagens? E como sentam lá as estrelas do canal?
É por isso que a “TV Turbo” é uma merdariana duma amostra televisiva, um conceito ultrapassado de fazer programas sobre automóveis. Espreitem só um programa de Detroit sobre o tema... ocasionalmente dá na DSF (cabo) às 2h e meia da manhã e tem morada em www.theautochannel.com. Ou o inclassificável Top Gear, da BBC.
Os jornalistas deviam esforçar-se por aprender e saber algo mais sobre o que escrevem. Não custa nada. A dupla de comentadores da Fórmula 1 então é demais!! Para verem as diferenças mudem para a TF1 francesa e comparem... (só em intervalos é uma diferença brutal) ... vivemos mesmo num país repleto de maus profissionais. Ou maus carros....


Texto : Filipe Matias (jornalista Diário de Notícias)

Quarta-feira, Março 01, 2006

Roadsters : A herança do passado, ainda actual nos nossos dias.

A que se resume o verdadeiro prazer de conduzir? Esta problemática ao longo dos anos tem dividido opiniões, mas num ponto quase todas as pessoas estão de acordo: o veículo ideal para tal é um roadster. Nascido entre os anos 50 e 60, este tipo de automóvel fascina condutores por todo o mundo e várias faixas etárias. Carros como o Austin Healey , Triumph Spitfire e TR6 , e o tão afamado Lótus Elan marcaram gerações. De baixo peso , baixas motorizações, fraco equipamento e tracção traseira, este tipo de carros consegue transmitir um prazer de condução incondicional. Apesar desta “doutrina” se ter perdido no final dos anos 60 , nos anos 80 surge um revivalismo através do tão afamado Mazda Miata/ MX5. Inspirado no Lótus Elan, as sensações ao volante são magníficas. Contudo, devido á evolução do mercado automóvel , e ao facto de o marketing e objectivos de vendas “falarem mais alto”, assiste-se hoje em dia a uma mudança radical. Quando vimos surgir carros como o, Ford Street Ka ou até mesmo o novo Opel Tigra assumir o papel de roadsters puros, entre outros carros do mercado, tudo se trata de objectivo de vendas. Corrijam-me se enganado, mas que gozo se pode tirar de um veiculo, que pelas marcas e pela a imprensa se designa de roadster, com características tais como tracção dianteira, ou até mesmo motores diesel com prestações piores que uma carroça. Sem referir também que a imprensa classifica os desportivos de serem melhores ou piores pelo facto de terem uma bagageira maior ou pelo nível de equipamento. Quem quer equipamento e espaço para bagageira compra um familiar ou um monovolume. Para prazer de condução a opção definitivamente tem de ser outra. Claro que muitos familiares tem prestações excelentes e até mesmo eficazes mas tudo se resume a um factor: aquilo que nos é transmitido pelo carro! De que nos vale bater a barreira dos 220 km\h se a sensação de velocidade e de curvar é muito pequena ou quase nula? Aí entra o verdadeiro espírito dos roadsters. A sensação de velocidade , devido a uma posição de condução bastante baixa assim como aquelas derivas de traseira nas curvas que nos deixam a todos com um grande sorriso na cara são o que verdadeiramente torna entusiasmante ir atrás de um volante. Marcas como a Lotus mantêm-se rígidas á evolução e fiéis aos princípios que as regem: criar verdadeiros desportivos. Carros onde as ajudas electrónicas são inexistentes e equipamento nulo, são a verdadeira delicia dos mais puristas.Com comportamentos e prestações invejáveis para as baixas motorizações, fazem continuar o bom-nome destes “pequenos” desportivos. Outras marcas tais como a Mazda, que já vai para a 3ª geração do seu MX5,a Opel com o Speedster e até mesmo a recente Smart com o seu Roadster apostam neste mercado virado para os verdadeiros conhecedores, mas que infelizmente no nosso país ainda se torna pequeno.
Uma coisa é dada como certa: a herança deixada por carros como os Jaguar E-Type Alfa Romeo Spider, Triumphs e MGs , apesar de antiga, tornasse uma receita de sucesso para aqueles que verdadeiramente apreciam um desportivo e uma condução entusiasmante, genuína e pura que só nos verdadeiros roadsters é possível.

Texto : Rúben Almeida

Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

Saudações Automobilísticas para todos os visitantes de “O-Clássico”!

A Associação dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã está a organizar o seu I ENCONTRO NACIONAL DE AUTOMOVEIS ANTIGOS E CLÁSSICOS. Será no dia 14 de Maio de 2006, e contará com a participação de diversos clubes e entidades do país.

Com as receitas a reverterem para o pagamento de uma recém adquirida ambulância de emergência pré-hospitalar, este encontro reveste-se também de uma forte componente humanitária.

O valor da inscrição é de 17 euros, e inclui almoço de convívio servido à mesa, entrada no museu da Lourinhã e participação num pequeno passeio pelos locais mais emblemáticos do concelho.

Para consulta do programa visite o nosso site em http://encontrolourinha.blogspot.com. Lá pode encontrar também a Ficha de Inscrição, que deverá ser entregue até ao dia 27 de Abril. Convido-o também a conhecer o nosso cartaz nas páginas da revista “Topos & Clássicos” nas edições de Março e Abril.

Não fique de fora deste grande evento! Os bombeiros da Lourinhã contam consigo!

Filipe Matias
Organização

Sábado, Janeiro 14, 2006

Após o relançamento em 2002 do Mustang, agora é a vez de fazer renascer uma verdadeira lenda entre os carros musculados. Carroll Shelby, antigo piloto de carros e engenheiro de corridas veio, novamente, surpreender com o "remake" do famoso Shelby GT500. Esta nova unidade conta com um motor de 5.5l e cerca de 475 cv. Carro que ganhou fama nos anos 60 entre a comunidade de corridas de rua, assim como o sucesso do filme “ 60 segundos”, vê assim o seu retorno, mantendo muitas das linhas originais e o carisma que marca os verdadeiros Muscle Cars.

Texto : Ruben Almeida

Sexta-feira, Janeiro 06, 2006



Cada vez mais surgem reedições de antigos carros que na sua época se tornaram autenticas lendas. Assim sendo, abre a rubrica neste blog de nome "Restyling", dedicada a todos os automóveis clássicos que vêem o seu modelo renascido e actual para os nossos dias, não deixando de manter o carisma e o espírito mítico que os marcou em tempos passadas.

Quarta-feira, Outubro 19, 2005

Quem disse que os clássicos passaram de moda?


De facto hoje em dia, o design automóvel está muito avançado mas nesta década as vertentes sofreram grandes alterações. Não é qualquer pessoa que aprecia um automóvel clássico, mas já parou para pensar que o veículo que adquiriu recentemente tem fortes inspirações em termos de características técnicas e design de um automóvel antigo?
A maioria das marcas de automóveis tem vindo recentemente a ressuscitar velhos modelos que fizeram sucesso em épocas passadas, ou principalmente usando as mesmas bases de design de alguns modelos. Um grande exemplo desta vertente de renascimento é o famoso Opel Gt que fez furor na década de 60, sendo classificado como o “Corvette Europeu”. De imagem robusta, este modelo terá o seu retorno para o ano de 2006,mantendo linhas idênticas, o mesmo destino podemos encontrar no famoso Mini que agora nas mãos da poderosa BMW vê a continuação deste modelo mítico assegurada, assim como a Ford com o seu oponente Mustang, a VW com o tradicional Beetle, a Shelby com o super desportivo Cobra e a Lancia com a reedição 40 anos depois do Fulvia. A Nissan aposta no retorno do modelo Z, passando a definição de 240 para 350Z.
De facto parece que a herança dos clássicos reflecte a tendência de marketing deste novo século. O tão famoso Mazda Miata (mais tarde apelidado também de MX-5) criado nos anos 80 teve como objectivo recriar o famoso Lótus Elan, esse desportivo de sucesso dos anos 50\60.A Mazda para além das parecenças estéticas passou mais de 2 anos a aperfeiçoar o barulho do carro para que fosse identico ao seu homónimo britânico. Até novas marcas de mercado tais como a Smart, pretendem inovar pelo retorno ás origens de alguns desportivos apelidados de puros-sangue. Com o Smart Roadster, os designers da Mercedes tentaram não só aplicar a estética patente em modelos tais como o MGB GT de 1964 e o Renault Alpine A110 de 1967,assim como caracteristicas comuns em termos de mecânica tais como o motor central e a tracção traseira,tendo como meta recriar a diversão de condução dos genuínos desportivos dos anos 50 a 60. Esta decisão fora muito aplaudida pelos mais puristas.

Segunda-feira, Outubro 17, 2005

A última obra-prima dos irmãos de Detroid


A Dodge tem uma longa história de destaque, sempre em busca de identificar e exceder as expectativas dos clientes. No início de 1900, os irmãos John e Horace Dodge (em cima na foto a preto e branco) decidiram construir um automóvel diferente. Começaram com a produção de peças e, em 1914, desenvolveram sua indústria automobilística. Os seus veículos são caracterizados pelo seu aspecto oponente, robustez, luxo e inovações técnicas. Nos anos 20, os irmãos faleceram e, em 1928, a Dodge Brothers passou a integrar a Chrysler Corporation. Um dos últimos modelos produzidos pela dupla de irmãos foi o fabuloso Dodge 126. Tendo a sua produção começado em 1922 e acabando em 1927,este dignifica e representa bem o espírito dos irmãos pioneiros. Tendo um motor de 4 cilindros de 3500 cc, consegue debitar cerca de 25 a 30 cv de potência, geridos por uma caixa de 3 velocidades. Tendo tracção traseira, este exemplar que fotografamos, pertencente ao Sr. Leonel Custódio dos Santos (acima na foto ao volante do seu Dodge). O 126 apresenta características interessantíssimas como de o termóstato do motor ser posicionado na traseira do símbolo frontal do carro, assim como a possibilidade de o volante ser dobrado afim de permitir a entrada de um condutor de dimensões maiores. Segundo o Sr. Leonel, este carro foi adquirido em Setembro de 2003 numa feira na Exponor, sendo o seu estado de conservação esplêndido e raro.Com uma media de 22L\100 km, este carro possui uma autonomia de 70 a 90 km e uma velocidade máxima de 70 km\h. De valor praticamente incalculável, este Dodge de 1926 é sem dúvida um verdadeiro testemunho vivo de outros tempos. Agradecimentos: Sr Leonel Custódio dos Santos e familia pela disponibilidade total que dispensaram para este projecto
Texto - Rúben Almeida Fotos : Rúben Almeida

Leiria recebe clássicos Desde o conhecido Citroen 2 Cavalos,passando por um raro Willy MB de 1944, veículo usado pelo exército americano durante a segunda Guerrra Mundia, completa-se o universo de 45 automóveis e 15 motos que estiveram na exposição de Automóveis e Motos Antigos no antigo Paço Episcopal em Leiria.
Com a organização do Clube Leiriense de Automóveis e Motos Antigos (Clama),fundada em 1991, a exposição apresenta automóveis construídos entre 1925 e 1994 e motos montadas entre 1937 e 1955. Com um universo total de cerca de 280 sócios e mais de 600 automóveis, a CLAMA já marcou presença em diversas concentrações desde Exponor,passando pela FIL,onde o sucesso tem sido garantido.
Como objectivo, o clube tem o sonho de criar uma escola-museu em Leiria. Ao mesmo tempo que terá automóveis expostos permanentemente, assim como uma escola que ensinará jovens a aprender a arte do restauro automóvel,objectivo nobre e reconhecido entre a camada de amantes de clássicos.
A paixão pelos velhos clássicos em primeira mão...


O Clássico é um blog de informação cultural e histórica sobre automóveis que,quer pelas suas prestações,inovações,quer pelo seu design arrojado marcaram a sua época.
Tentámos marcar a diferença, não só ao mostrar o maravilhoso mundo dos automóveis clássicos, como também entrevistar os seus proprietários afim de aprofundar a informação.
A fiabilidade e veracidade da informação que transmitimos é a nossa prioridade.
Se partilha desta mesma paixão, ou possuí um automóvel classico,se gostaria de uma informação especifica sobre algum veículo ou contribuir para o crescimento deste projecto,mande um mail á nossa equipe que será logo esclarecido


Atenciosamente

Rúben Miguel Almeida
( coordenador da equipe O Clássico)